De acordo com relatório divulgado esta semana pelo Escritório Nacional de Estatísticas do Quênia (KNBS), os altos preços do café no mercado global em 2021 fizeram o país ganhar mais com a safra, apesar do declínio nas quantidades exportadas.

A nação do leste africano ganhou 24,2 bilhões de xelins (US$ 213 milhões) no período de janeiro a novembro de 2021, com o valor superando todo o lucro de 2020, que ficou em 196 milhões de dólares.

Durante o período comercial de 2021, os preços do café no Quênia variaram de 4 a 6,3 dólares, subindo de 2,5 a 5,9 dólares em 2020. No entanto, apesar do aumento das receitas, a quantidade de café exportada diminuiu, pois a produção continuou caindo pelo segundo ano consecutivo.

Segundo a KNBS, o Quênia exportou 35.163 toneladas de café nos primeiros 11 meses de 2021, registrando queda de 40.980 toneladas em um período semelhante em 2020. A entidade disse que, com o país exportando uma média de 2.500 toneladas de café por mês, as quantidades exportadas em 2021 não ultrapassarão os números de 2020.

A produção queniana de café está em declínio, já que muitos agricultores preferem adotar outras culturas, em particular o abacate e a macadâmia, enquanto outros vendem suas terras para promotores imobiliários devido a vários desafios.

O Quênia é o quinto maior produtor de café do continente africano, atrás apenas da Etiópia (7,38 milhões de sacas de 60 kg), Uganda (5,62 milhões de sacas), Costa do Marfim (1,78 milhão de sacas) e Tanzânia (913 mil sacas). O país produz uma média de 800 mil sacas de café por ano, segundo a Organização Internacional do Café (OIC).

As informações são da Xinhua / Tradução Juliana Santin

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