O café ocupa uma posição importante na economia da África, sendo a segunda maior fonte de receita para muitos países, atrás apenas do petróleo bruto. 

Como o continente africano produz 12% do café mundial – em 2022, as exportações do produto foram avaliadas em mais de US$ 3,6 bilhões –, sua influência no mercado global é inegável. 

O futuro do café africano parece promissor, tanto economicamente quanto culturalmente. O continente é conhecido por sua grande diversidade de sabores, moldada pelos diferentes climas e práticas de cultivo.

Etiópia

A Etiópia desempenha um papel fundamental na produção global. Como maior produtor do continente, o país produz 472 mil toneladas de café anualmente, ocupando a 5ª posição mundial.

Famosa por sua região de Sidamo, a Etiópia contribui com 4,5% da produção global de café, cerca de 7,6 milhões de sacas. O café etíope não é apenas um produto, mas também uma parte essencial da cultura do país.

Uganda

O país ocupa a décima posição entre os maiores produtores de café do mundo, com uma produção anual de 209 mil toneladas.

Cerca de 80% do café cultivado é da variedade robusta, que cresce em regiões de baixa altitude. Apesar dos desafios climáticos enfrentados por seus cafeicultores, além das pragas, a Uganda continua sendo importante na indústria global do café.

Ruanda

Em 2023, o país produziu 250 mil sacas e cerca de 98% de seu café é arábica, cultivado principalmente nas regiões de Kivu Lake Borders, Central Plateau, Eastern Plateau e Mayaga.

Muito valorizado em mercados como EUA, Europa e Ásia, o café ruandês representa 24% das exportações agrícolas do país e sustenta em torno de 400 mil pequenos produtores.

Quênia

O país ocupa a 19ª posição no ranking global e é conhecido principalmente por seu arábica de alta qualidade.

O setor cafeeiro queniano conquistou forte reputação devido ao seu rigoroso processamento em estações de lavagem. Com mais de 600 mil pequenos agricultores, o cultivo se dá em altitudes elevadas no Monte Quênia e na Cordilheira Aberdare.

Tanzânia

Em 2023, o país ocupou a 15ª posição mundial na produção de café, mas, de acordo com o USDA, a previsão é de que a Tanzânia alcance 1,3 milhão de sacas até 2028.

Embora o setor tenha passado por períodos de crescimento lento desde 1995, os recentes aumentos na produção foram impulsionados pela reabilitação de plantações antigas e pela demanda consistente da União Europeia.

Costa do Marfim

Apesar da queda na produção, a Costa do Marfim ainda é um dos maiores produtores de café da África.

Segundo a Organização Internacional do Café (OIC), a produção média anual do país gira em torno de 120 mil toneladas. Entre 2020 e 2021, caiu para cerca de 100 mil toneladas, mas em 2023/2024 voltou a crescer, alcançando 1,3 milhão de sacas, segundo o USDA.

Burundi

A cafeicultura fornece renda para cerca de 600 mil famílias, o que representa 40% da população. Embora sua produção seja menor que a de outros países da África Oriental, o café burundinense é altamente valorizado por sua qualidade e sabor diferenciado.

No entanto, estima-se que o cultivo do país caia até 2028, passando de 139 mil sacas em 2023 para apenas 91 mil sacas, uma redução média anual de 6,7%.

Guiné

Em 2020, a Guiné ocupou a 34ª posição no ranking global de produtores de café. Apesar de modesto, seu cultivo é essencial para muitos cafeicultores locais. As principais regiões produtoras incluem Fouta Djallon Plateau, Ziama Massif e Monte Nimba.

Grande parte da produção guineense é de robusta, mas algumas fazendas menores também cultivam arábica.

República Democrática do Congo

O país produz 13% arábica e 87% robusta. Nos anos 1980, o café foi a segunda commodity mais lucrativa, atrás apenas do cobre. No entanto, conflitos violentos e instabilidade política levaram à queda drástica da produção.

Em 1993, a RDC produzia 120 mil toneladas de café, mas esse número despencou para apenas 8 mil toneladas em 2016.

Camarões

O país desempenha um papel modesto na produção global de café, ocupando a 54ª posição em volume de vendas. Entre 2018 e 2022, sua participação foi de apenas 0,1%.

Mesmo assim, os cafés camaronenses são bastante procurados em países como Argélia, França, Bélgica e Portugal. O país, que cultiva tanto arábica quanto robusta, tem seus arábicas altamente valorizados pelos sabores delicados e aromas florais.

Fonte: www.businessday.ng 



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