À medida que as tensões entre Estados Unidos e Canadá crescem, as cafeterias canadenses respondem de maneira sutil, mas engraçada: o chamado café “americano” não está mais disponível nos menus. Agora, caso alguém queira tomar a bebida, deve solicitar por um “canadiano”.

O National Post denominou essa mudança “uma rebelião silenciosa” contra as tarifas de importação de 25%, que entram em vigor na próxima semana, e os comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre transformar o Canadá no 51º estado estadunidense.

A tendência de renomear a bebida nas cafeterias espalhou-se pelo país, apesar de alguns proprietários preferirem manter-se fora da política. Tudo começou com uma postagem – já excluída – no Instagram, feita pela empresa de café Kicking Horse Coffee, na Colúmbia Britânica, que incentivava outras cafeterias a mudarem o nome da bebida para algo mais patriótico.

Segundo a marca, eles já chamam o “americano” de “canadiano” desde a inauguração em 2008, mas, agora, decidiram oficializar o nome e convidar cafeterias de todo o país a fazerem o mesmo. E muitas adotaram a ideia.

“Não estamos necessariamente tentando ser políticos”, disse Elizabeth Watson, proprietária do Palisades Cafe, na Colúmbia Britânica, ao Washington Post. “Mas adoramos a ideia de apoiar o orgulho canadense”, completou.

William Oliveira, dono do Café Belém, em Toronto, compartilhou o mesmo sentimento, dizendo que não quer que sua cafeteria se torne um “local político”, mas acredita ser importante demonstrar apoio ao seu país. “É bom para nós simplesmente reafirmarmos quem somos e lembrarmos a outras pessoas que não seremos empurrados ou intimidados por ninguém”, afirmou.

O “canadiano” não é a única maneira dos canadenses expressarem suas frustrações. Durante o torneio 4 Nations Face-Off, da NHL, torcedores canadenses vaiaram a execução do hino nacional dos EUA.

Fonte: New York Post



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