Fevereiro marcou o terceiro mês consecutivo de alta recorde nos preços do café arábica, diz relatório mensal do Cepea/Esalq para o mês de fevereiro, divulgado nesta segunda (10). O Indicador Cepea/Esalq registrou uma média de R$ 2.627,79 por saca, um avanço de 12,64% em relação a janeiro ou quase R$ 300 por saca. No dia 12, o indicador atingiu o maior patamar real da série histórica, encerrando a R$ 2.769,45, renovando o recorde cinco vezes ao longo do mês.

A escalada dos preços reflete estoques baixos no Brasil e no mundo, além da percepção de que a safra 2024/25 será reduzida. Mesmo com a valorização, o mercado físico permaneceu travado. Segundo o relatório, com pouca oferta disponível, produtores evitam vender, seja por não precisarem de liquidez no momento, seja para garantir contratos de entrega futura.

Oferta apertada limita negociações

De acordo com o relatório, a preocupação com uma possível quebra na safra 2025/26 já impacta as negociações no mercado a termo. Agentes temem que o volume e a qualidade dos grãos não atendam aos padrões exigidos, o que restringe novos contratos de venda antecipada.

No caso do café robusta, os preços também atingiram recordes. O Indicador Cepea /Esalq para o tipo 6, peneira 13 acima, no Espírito Santo, fechou fevereiro a R$ 2.050,09 por saca – um aumento de 3,6% em relação a janeiro. Pela primeira vez, diz o boletim mensal, a variedade encerrou um mês com média acima de R$ 2.000 por saca, atingindo o maior valor da série histórica, iniciada em novembro de 2001.

O avanço dos preços do robusta, no entanto, foi mais contido que o do arábica. Os analistas do Cepea relatam que o movimento de alta foi limitado pela proximidade da colheita no Espírito Santo e pelo avanço da colheita no Vietnã, cujo volume, embora menor que o do ciclo anterior, deve superar projeções iniciais, amenizando a pressão sobre os preços.

Fonte: Cepea/Esalq



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