Os contratos de arábica na ICE Futures US fecharam a sexta-feira (28) em queda. Após oscilar entre a máxima de US$ 3,7905 e a mínima do dia, encerraram o pregão valendo US$ 3,7305, com perda de 55 pontos. Durante a semana, acumularam queda de 1.620 pontos, somando-se à desvalorização da semana anterior de 1.815 pontos. Em 2025, a alta acumulada para os contratos de maio é de 5.820 pontos.

Na ICE Europe, o robusta também fechou em baixa. Os contratos para maio bateram US$ 5.425 por tonelada na máxima do dia, encerrando a sessão a US$ 5.330, uma queda de 34 dólares. No acumulado da semana, a desvalorização foi de 387 dólares. Em 2025, os contratos de robusta registram um ganho acumulado de 525 dólares por tonelada.

Estoques de cafés certificados

Os estoques certificados de café arábica na ICE Futures US caíram 3.540 sacas na sexta, totalizando 805.588 sacas. Em comparação ao mesmo período do ano passado, houve um aumento de 462.822 sacas. No entanto, no acumulado de 2025, os estoques certificados registram uma queda de 174.379 sacas.

Cenário Climático

Uma nova onda de calor atinge o Brasil entre 28 de fevereiro e 6 de março. Segundo a Climatempo, um sistema de alta pressão nos níveis médios da atmosfera está intensificando a circulação de ar, reduzindo a formação de nuvens e elevando as temperaturas. Regiões como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul devem registrar temperaturas entre 5°C e 7°C acima da média para o mês de março.

Mercado Físico e Exportação

O mercado físico brasileiro segue praticamente paralisado. Apesar do interesse por todos os padrões de café, os produtores têm recuado diante dos preços oferecidos, limitando os negócios. A baixa liquidez tem impactado tanto o consumo interno quanto as exportações.

Até 28 de fevereiro, os embarques de arábica totalizavam 2.327.601 sacas, enquanto o conilon somava 194.319 sacas e o solúvel, 227.557 sacas. O total embarcado ficou em 2.749.477 sacas, abaixo das 3.668.618 sacas registradas no mesmo período de janeiro.

Tensões no mercado global e impactos no Brasil

Os preços do café foram pressionados nesta semana por fatores globais e políticos. A tensão entre os presidentes dos EUA e da Ucrânia influenciou os mercados internacionais, enquanto, no Brasil, o dólar e os juros futuros subiram após a indicação de Gleisi Hoffmann para a articulação política do governo Lula. O dólar fechou a sexta (28) em R$ 5,9160, acumulando alta de 1,49% na semana.

Crise entre comerciantes e produtores

A alta dos preços tem gerado dificuldades para alguns comerciantes de café. Empresas que fecharam contratos futuros apostando em uma queda de preços enfrentam dificuldades para honrar compromissos. Entre os casos recentes estão Atlântica, Cafebrás, Central do Café e a Cooperativa Central de Muzambinho, todas em Minas Gerais. O problema se agravou com produtores que entregaram café sob contratos com pagamento a prazo e ainda não receberam.



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